Mostrar mensagens com a etiqueta O que ver e fazer em Trondheim. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta O que ver e fazer em Trondheim. Mostrar todas as mensagens

domingo, 4 de fevereiro de 2007

Latin Festivalen

Realizou-se de 27 a 29 de Janeiro de 2007 em Trondheim um festival de música latina. O evento decorreu no Royal Garden, o maior hotel da cidade, situado junto a uma das margens do rio Nidelva. Neste amplo e bem cuidado espaço interior decorriam simultaneamente vários espectáculos, nos diferentes palcos disponíveis. De música, mas não só. O preço foi bastante caro, contudo. Para entrar, tive de pagar a módica quantia de 300NKr, que dava acesso a todos os palcos onde decorriam os diferentes espectáculos. Mais informações disponíveis em: www.latinfestivalen.no












Legenda: Três bailarinas de Flamengo. O vermelho dos seus trajes contrastava e de que maneira com o nevão que caía na rua, onde a neve tinha uns bons dois palmos de altura.




Legenda: Katia Cardenal, da Nicarágua. Uma voz timbrada, doces melodias, com princípio, meio e fim. Gostei. Fizeram os meus olhos brilhar uma e outra vez, em mais do que uma passagem.


Legenda: os inevitáveis grupos de capoeira. Muito populares, por estas paragens. Segundo se diz, este misto de dança/artes marciais terá sido a forma dos escravos negros das senzalas brasileiras praticarem entre si técnicas de auto-defesa, pois não lhes era permitido possuir quaisquer tipos de armas. À parte o instrutor, creio que todos os praticantes eram noruegueses, o que atesta bem da popularidade da capoeira em Trondheim. Muito agradável de ver e ouvir.



Legenda: A encerrar a noite, no palco principal: os cubanos Elito Revé y su Charangón. Se não me enganei a contá-los, eram quinze. Nesta altura, as cadeiras já tinham sido todas retiradas e foi possível um pé de dança ao ritmo latino da salsa. Eu tentei, mas a certo ponto, já estava no mais bem acessivel ritmo disco: no rules apply (o:

Legenda: Inevitavelmente, uma foto minha. Devo dizer que fui muito bem acompanhado para a festa. Nada mais nada menos do que quatro norueguesas... se bem que só uma é que era loira, mas enfim. Não se pode ter tudo! (o:

Para além dos já mencionados espectáculos, também assisti a partes de dois outros: Tom's diner, em que o cantor era um norueguês, por certo já na casa dos sessenta, mas possuidor de uma vitalidade e ritmos extraordinários, que contagiava o público com as suas melodias latinas. E sem sotaque, o que é assinalável. Gostei particularmente de um outro grupo chamado Semblanza. A vocalista, também ela norueguesa, mas dominando perfeitamente a língua de Cervantes. Tinha uma voz muito bem colocada, gostei bastante.

Por fim... não era para falar disto, mas pronto. No início da noite existiu um minicurso de salsa. Está bem de ver que eu fui a correr experimentar. Após quinze frustrantes minutos, trocando de par e trocando os pés a uma velocidade estonteante, decidi que já chegava de vergonhas por uma noite. Passei a observar tudo e todos de uma distância segura, sentado numa rica cadeira (o: Duas ilacções: nada é tão fácil quanto à primeira vista possa parecer. Tudo dá trabalho e tudo leva o seu tempo. A segunda ilacção: como não pisei ninguém, julgo que o saldo foi positivo. Estou pronto para a fase dois!! (o:

segunda-feira, 22 de janeiro de 2007

Vassfjellet: a minha queda para o esqui e o snowboarding

Legenda: Dos portões da catedral de Nidaros, é possível observar uma linha recta, segundo as técnicas modernas de arquitectura, como é o caso da nossa baixa Lisboeta, também ela vítima de destruição em larga escala do seu centro histórico. A meio caminho, a praça central da cidade e, ao fundo, Munkenholm, uma pequena ilha anteriormente convento, prisão e fortaleza. A cidade foi quase totalmente reconstruída após o grande fogo de 1681, que destruiu quase por completo a cidade. Os trabalhos de reconstrução estiveram a cargo do general Von Cicignon.

Legenda: Aspecto de Vassfjellet, uma estância de esqui somente a 8kms de Trondheim, acessível desde Munkegate por autocarro de hora a hora. Possui excelentes infraestruturas para snowboard e esqui alpino. À noite também se pode utilizar. Os preços são caros, para variar: para utilizar os "go carts on skis", ou seja, os elevadores para levar ao topo das colinas, é necessário comprar um bilhete, variando o preço consoante o tempo de utilização. No meu caso, paguei a módica quantia de 200 NKr.

Legenda: No local, decorria uma competição de snowboarding. Algumas manobras mais arrojadas até causavam arrepios. Não sou eu na foto. (o:

Legenda: Snowboarding. O antes.

Legenda: E o depois.

Legenda: Esqui. O antes.
Legenda: E o depois.
No global, a ida ao Vassfjellet é uma experiência muito interessante de concretizar e mesmo que não se domine muito bem os desportos de Inverno, como é o meu caso, a certeza de passar um dia bem divertido é garantida. Cada queda é um ensinamento para o futuro e é como tal que deve ser encarada. Eu nunca desanimei, bem pelo contrário. E se caí tanta vez, foi porque tentei fazer "downhill" sem dominar bem as técnicas de travagem e desaceleração. Sempre que começava a ganhar muita embalagem, achava mais prudente deixar-me cair para não me arrepender depois. E desde já, um aviso à navagação: é mais cansativo do que parece. Dispende-se muita energia nas travagens e mudanças de direcção. E o que se faz com dois pés, não se faz nem com esquis nem com a prancha de snowboarding.